
O município de Pão de Açúcar foi um dos mais visitados pelo bando de Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião. São muitos os fatos envolvendo a passagem violenta do mais famoso bando do nordeste na zona rural de Pão de Açúcar. Os livros Um Lugar no Passado e Histórias e Efemérides, dos pão-de-açucarenses Gervásio Francisco e Aldemar de Mendonça, respectivamente, são obras que narram algumas histórias sobre a passagem dos cangaceiros por Pão de Açúcar, como o caso da invasão ao Povoado Meirus, em 1927, quando os homens de Lampião atearam fogo em uma fazenda e abateram a tiros mais de uma centena de cabeças de gado.
Outro episódio ocorreu no dia 2 de dezembro de 1930, quando Lampião e seu bando pernoitaram na Fazenda Quixaba, zona rural de Pão de Açúcar. Na ocasião, conduziam presos o coronel João Nunes, da polícia pernambucana, e um homem chamado Gustavo Limeira. No dia seguinte, seguiram para a Ilha do Ferro, onde embarcaram na canoa Americana e atravessaram o rio São Francisco até a margem sergipana em Bonsucesso. Nessa localidade, após receber uma quantia em dinheiro que exigia para a soltura dos presos, Lampião deu enfim a liberdade aos dois homens que estavam sob sua custódia.
Pão de Açúcar e
o cangaço
Em 28 agosto de 1935 nasceu, na Fazenda Beleza, zona rural de Pão de Açúcar, o filho do casal Corisco e Dadá, famosos cangaceiros do bando de Lampião. A criança recém-nascida foi doada ao padre José de Melo Bulhões, mais conhecido como Padre Bulhões, da cidade de Santana do Ipanema. Foi batizado com o nome de Silvio e registrado com o nome da família: Silvio Hermano de Bulhões. Silvio foi um respeitável economista e professor de matemática e estatística, deixando um importante legado para gerações de estudantes em Santana do Ipanema (AL), onde exerceu a docência no Ginásio Santana e na Escola Estadual Professor Mileno Ferreira da Silva. Foi um longevo: viveu 88 anos. Faleceu em Maceió no dia 18 de março de 2024. Sua história está imortalizada no livro Memórias e Reflexões de um filho dos cangaceiros Corisco e Dadá, de sua autoria.
Sociocultural
Etevaldo Amorim - Cangaço

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