
A antiguidade da ocupação da região de Pão de Açúcar já foi evidenciada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN, 2012) que sinalizou a presença de 65 sítios e ocorrências arqueológicas neste território, apontando o município com o maior número de referências em todo o Estado de Alagoas, seguido pelo município de Piranhas, na mesma mesorregião, mas com apenas 30 ocorrências sinalizadas.
Até este momento, o registro mais antigo da presença humana em Alagoas vem do sítio “São José 2”, em Delmiro Gouveia. Esse sítio foi pesquisado pela equipe do Museu de Arqueologia de Xingó entre 1993 e 1994. Nele, foram escavados 29 esqueletos humanos, além de outros materiais como peças líticas (feitas de pedra) e cerâmicas. A partir de datações absolutas realizadas, estimou-se que alguns desses enterramentos foram feitos há cerca de 3.500 anos. No entanto, em sítios arqueológicos pesquisados do outro lado do rio São Francisco, em Sergipe, foi comprovado que o homem já ocupava a região do Velho Chico há mais de 8 mil anos.
Arqueologia em
Pão de Açúcar
Pinturas rupestres
Os grafismos rupestres espalhados por diversos sítios arqueológicos de Pão de Açúcar continuam desafiando a imaginação e interpretação dos observadores e também as técnicas da pesquisa arqueológica. De fato, é muito difícil fazer qualquer afirmação contundente sobre o sentido que a criação dessas imagens possuía para os antigos habitantes dessas terras. Certamente, os pintores e gravadores tinham preocupações estéticas ao fazer suas obras, e por isso podemos chamá-las de arte.
Geografia e meio ambiente
Jorge Luiz Lopes da Silva - Pinturas Rupestres

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